estendo o braço
para tocar um raio
de onde estou,
de onde é possível
respirar uma porção
de nuvem e de-sensatez.
deito a dor
no pequeno quadrado morno da cela
onde o sol me avista
e visita
por duas voltas de horas
e deixo brotar de dentro dela, quieta
e se arder em luz de saudade vigorosa,
a memória.
a quietude não é uma virtude,
é uma necessidade
como a arte,
o dispositivo que inda permite
ao corpo escrever, amar
e respirar.
há dias que inda vejo beleza
neste silêncio, nesta solitude,
e depois me culpo
de dentro deste vazio,
de dentro desta minha
sinistra e vergonhosa
(im)potência.
nos protege do vírus o isolamento
mas somente nos pode curar da necropolítica
a coletividade.
saudade,
de quando era possível sonhar.
para tocar um raio
de onde estou,
de onde é possível
respirar uma porção
de nuvem e de-sensatez.
deito a dor
no pequeno quadrado morno da cela
onde o sol me avista
e visita
por duas voltas de horas
e deixo brotar de dentro dela, quieta
e se arder em luz de saudade vigorosa,
a memória.
a quietude não é uma virtude,
é uma necessidade
como a arte,
o dispositivo que inda permite
ao corpo escrever, amar
e respirar.
há dias que inda vejo beleza
neste silêncio, nesta solitude,
e depois me culpo
de dentro deste vazio,
de dentro desta minha
sinistra e vergonhosa
(im)potência.
nos protege do vírus o isolamento
mas somente nos pode curar da necropolítica
a coletividade.
saudade,
de quando era possível sonhar.